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História de Iraí - Parte I

✅ Em 1893, um grupo de aproximadamente 200 pessoas – homens, mulheres, crianças - provenientes de Cruz Alta, refugiados da Revolução Federalista (1893-1895), estabeleceram-se nestas terras. O sustento diário para tantas pessoas no meio do mato, tinha que ser encontrado na caça e na pesca: é assim que, em suas andanças, caçadores e pescadores se deparam, a poucos metros de um rio afluente do Uruguai, com um banhado borbulhante, cercado de frondosas árvores tomadas de intensos bandos de pássaros esvoaçantes e barulhentos indo a bebericar naquelas águas, enquanto outros animais silvestres cruzam o mesmo rio próximo de águas límpidas, todos instintivamente preferindo beber daquelas de fonte em ebulição. Durante cerca de três anos, muitos dos cruz-altenses consomem daquelas águas termais e nelas se banham, percebendo significativos benefícios sobre a saúde, daí o primeiro nome de Águas Milagrosas do Sertão. Finda a Revolução Federalista em 1895, algumas famílias permanecem na região e a maioria retorna a Cruz Alta, para onde levam e difundem a notícia da existência das águas termais e do seu poder terapêutico (Martin Fischer, em "Iraí Cidade-Saúde", 1954, e Mozart Pereira Soares, em "Santo Antônio da Palmeira", 2004).

✅Em 1912, o governo do Estado se apercebe que a exploração racional das águas termais implica necessariamente na colonização ordenada das fertilíssimas terras da região integrante do município de Palmeira, por isso cria a Comissão de Terras e Colonização da Palmeira, subordinada à Secretaria de Estado dos Negócios de Obras Públicas.

✅ Vinte anos depois da descoberta, em 1914, em meio a picadas abertas na mata, já afluía crescente número de pessoas à "estação de banhos", estes oferecidos em um rancho coberto de palhas e dentro dele um simples cocho de madeira, o Estado passa a se interessar efetivamente pela exploração racional da única fonte mineral em seu território (Martin Fischer, em "Iraí Cidade-Saúde", pg. 20). Presidia o governo do Estado Antônio Augusto Borges de Medeiros (Presidente do Estado nos períodos de 1898-1908 e 1913-1928).

✅ No ano de 1916, 32 pessoas, entre elas autoridades municipais e estaduais, do município de Palmeira das Missões, a que pertencia esta região, acampam nos arredores da fonte das águas termais e, simbolicamente, fundam a "Villa das Águas do Mel". No dia 08/03/1916, é feita uma reunião, são eleitos os administradores, é feita uma ata, assinada por todos e colocada juntamente com um exemplar do jornal "A Palmeira", em uma garrafa, enterrada debaixo de uma pedra, na área do atual prédio de recepção do Balneário Oswaldo Cruz. Uma via da ata (escrita duas vezes) se acha publicada no jornal palmeirense "A Madrugada", edição de 09/01/1963.

✅ Também em 1916, Felisbino Israel Antunes, de Ijuí, conhecedor das fontes termais como caçador, estabelece-se nas Águas do Mel com uma pequena bodega, suprida com mercadorias na Boca da Picada (hoje, Seberi) e transportadas em cargueiros até a sua pequena casa comercial.

✅ Em 1917, Antônio Villanova é nomeado pelo Estado o primeiro Administrador da "Comissão da Estancia de Aguas Mineraes de Irahy", o qual instalou o seu acampamento nas proximidades das fontes de água termal e "mandou desbravar o mato ao redor das fontes termais". Hoje, o mato ali existente, inclusive aquele à direita e à esquerda da rua principal que leva ao Balneário Oswaldo Cruz, é de segunda geração.

✅ No mesmo ano, análises realizadas pelo Dr. A. Albertini classifica as Águas como sulforosas (Relatório do Saneamento de Estancia de Aguas Mineraes de Irahy, de Antônio de Siqueira, Engenheiro Chefe da Commissão, 1929; e "Iraí e Suas Águas Minerais, publicação do Serviço Médico do Balneário Osvaldo Cruz", Editora Globo, 1955).

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➡️ Agradecemos a valiosa colaboração do advogado Dorvalino João Uez, que ajudou de forma primordial neste resgate histórico.

Autor: AI/Prefeitura de Iraí | 25-06-2018


 
 



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